O escândalo do BCP

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O escândalo do BCP

Mensagem por Jornal Extra em Qua 2 Abr 2008 - 0:18

A dívida de 12 milhões de euros contraída por Filipe Gonçalves junto ao Banco Comercial Português (BCP) foi assumida pelo pai Jorge Jardim Gonçalves, fundador da instituição e expresidente da mesma.

A pressão dos últimos dias ditou o pagamento da dívida e Jardim Gonçalves responsabilizou-se por todas as dívidas incobráveis de empresas onde o filho possuísse qualquer posição accionista. Apesar do lugar na presidência do Conselho Geral e de Supervisão do BCP estar mais fragilizada devido a toda esta polémica, Jardim Gonçalves não se demitiu. Toda esta situação remonta a 2004 quando o fundador do BCP liderava o banco na altura em que o crédito foi concedido ao filho e dois dos seus gestores, Filipe Pinhal (actual presidente executivo) e Alípio Dias, perdoaram a divida. Filipe Gonçalves na altura possuía acções em várias empresas e quando estas faliram, os empréstimos concedidos pelo BCP foram declarados incobráveis. Os gestores afirmam que foi um procedimento normal, uma vez que, as firmas faliram e Jardim Gonçalves diz que não beneficiou dos empréstimos e desconhecia a situação de bancarrota das empresas.

Segundo a lei não é permitida a concessão de créditos “sob qualquer forma ou modalidade” a membros dos órgãos sociais ou “a sociedades ou a outros entes colectivos” por eles “directa ou indirectamente controlados”. Logo, Filipe Gonçalves não devia ter pedido um empréstimo comercial ao BCP, já que o pai era o presidente da instituição. As autoridades competentes, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e o Banco de Portugal, estão a investigar o caso. A CMVM quer avaliar se houve tratamento privilegiado de um ou mais accionistas relativamente a outros, se os créditos deveriam ter sido comunicados e se a sua contabilidade está exacta. Por outro lado, o Banco de Portugal quer saber qual a posição dominante de Filipe Gonçalves no seio das empresas. Existem, ainda, outras questões a serem alvo de avaliação: em que condições o crédito foi concedido; como foi possível a dívida ter chegado àquele montante; e, se as empresas de Filipe Gonçalves possuíam capitais próprios suficientes para o financiamento.


Susana Mendes

Edição n.º 21 (2ª Quinzena de Outubro de 2007) do Jornal Extra

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