Ide Savimbi

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Ide Savimbi

Mensagem por JornalExtra-Online em Qui 24 Abr 2008 - 23:18



Em Angola circulavam boatos que o túmulo de Jonas Savimbi tinha sido alvo de profanação. Verdade ou não, pouco se sabe do facto que poderá ficar a dever-se a muitas causas: política, onde a falta de dignidade humana levaria a desrespeitar mesmo a memória dos mortos, “bruxaria”, sabendo-se que o povo africano, principalmente o de Angola é entendido, useiro e vezeiro nas práticas de macumba, ou profanação apenas por vandalismo gratuito que a nenhuma intenção aproveitaria. Jonas Savimbi, guerrilheiro, presidente do partido do Galo Negro, comandante e chefe das tropas da UNITA, morreu em combate, assassinado.

Pese embora toda a razão que porventura terá havido – e houve certamente – nos seus métodos de combate e práticas criminosas, nenhuma razão poderia justificar terem os Mass Media exibido para o mundo as imagens do corpo de Savimbi semi-putrefacto e cheio de moscas.

Dito responsável por hediondos crimes, também há quem o cite como “evangélico” e “membro dos exércitos do Senhor”. Também há quem o considere próximo da Maçonaria. Verdade ou não, pouco se sabe, mas, com efeito, João Soares, membro do Partido Socialista, que também foi presidente da Câmara de Lisboa, proprietário da editora Perspectivas e Realidades, foi a Angola visitar Savimbi. Esteve na Jamba e fez-se acompanhar de Marise Oliveira, secretária de Nuno Rocha no Jornal “O Tempo”.

Seriam interesses comerciais, políticos ou quaisquer outros. Soube-se mais tarde que o helicóptero no qual João Soares fazia a sua viagem de regresso caíra, provocando um acidente violento e grave. João Soares recuperou com dificuldade e teve a sua vida em risco. Com verdade ou não também se diz que o helicóptero caíra pelo excesso de peso de marfim que eventualmente traria a bordo. A situação abafou-se, João Soares recuperou depois de uma longa estada na África do Sul, e o Jornal “O Tempo”, que era suposto publicar a reportagem trazida por Marise de Oliveira, tratou a questão pela rama.

Angola viveu 30 anos de desespero e miséria numa guerra fraticida e tem ainda hoje por isso vulneráveis as populações que anseiam por verdade e amor também no caminho espiritual. São vários os movimentos religiosos que pretendem aproveitar a fragilidade de um povo para ganhar “mais fiéis”. Que se saiba, com verdadeiro sentido de amor e solidariedade, só um movimento evangélico mundial tem actuado no âmbito do sentido missionário, solidariedade e partilha. Sabe-se no entanto, que várias organizações religiosas têm penetrado em Angola para, em nome da evangelização, atingir outros fins, e talvez por isso o governo de Angola proibisse, em fins de Janeiro ultimo, à Igreja Maná, de “evangelizar” e “praticar cultos” naquele país, o que significa expulsão do território angolano.

JornalExtra-Online
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