Academia Almadense “defunta” às mãos da direcção reabre a sala a Camilo

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Academia Almadense “defunta” às mãos da direcção reabre a sala a Camilo

Mensagem por JornalExtra-Online em Dom 11 Maio 2008 - 2:30



“O MEU RAPAZ É RAPARIGA”,
uma comédia do actor Camilo de Oliveira,
estará em Almada no serão de 31 de Maio,
na Academia Almadense.


Inserida no âmbito da digressão nacional iniciada em Fevereiro no Teatro Sá da Bandeira pela GHUDE a comédia, conta com o carismático Camilo de Oliveira no papel principal.

Trata-se de uma comédia ligeira, em dois actos e no elenco integram-se Sandra B., actriz residente na série “Malucos do Riso”); a veterana Amélia Videira de “Camilo em Sarilhos”, e Alexandre Silva do elenco da novela “Jura”, difundida pela SIC; e Vítor Emanuel “1ª. Companhia”, “Quinta das Celebridades”, difundida pela TVI.

Um serão que promete ser muito divertido e que se alia ao grato prazer de voltar à nobre sala da Academia Almadense, uma das maiores do País e da qual poderiam ainda usufruir os sócios não fora a incapacidade ruinosa da direcção jurássica, que se auto-elegeu arbitrariamente, violando os princípios estatutários.

A Academia é uma colectividade secular que desempenhou um papel fundamental na cultura do povo-operário do concelho num tempo remoto de obscurantismo e descriminação.

Mas às mãos de quem gere o seu património há mais de vinte anos, a colectividade foi perdendo o melhor que do legado das direcções anteriores e até 1988 foi recebendo. Não há memória de alguma vez os directores terem lesado tanto a Academia. E condenável é, também, silenciar e consentir os erros cometidos. Toda a direcção é cúmplice perante a massa associativa. Os sócios não tiveram balancetes nem Assembleias Gerais durante 12 anos. Já não tem Biblioteca. Não tem bailes temáticos. Não podem visitar o museu; Não tem sessões de cinema; Não tem Grupo Coral. Não tem Ginástica de Competição. Não tem Atletismo. Não tem Judo. Não tem Teatro Amador.

Neste mês de Maio o teatro volta à velha colectividade mas por vontade de… Camilo de Oliveira.

Camilo de Oliveira contagia com a sua graça, característica do seu estilo irreverente. “O Meu Rapaz é Rapariga” tem a duração aproximada de 90 minutos e já fez rir milhares de espectadores no Porto, Santarém, Castelo Branco, Odemira, Sta. Maria da Feira, Setúbal, Coimbra, Oeiras, entre outras. É a vez de Almada.

A Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense foi criada em 27 de Março de 1895. Começou por um modesto local. Passou pelo chamado, Salão das Carochas até que, anos 30 era criada a nova sede, um edifício de três pisos, dotado de muitas valências e onde se praticavam diversas modalidades culturais e desportivas, entre elas desafios de hóquei em patins e Patinagem Artística. Tinha sala de cinema, de Teatro e no verão cinema ao ar livre no ringue. Tinha Museu. Tinha orfeão. Banda de música e escola dirigida pelo maestro Leonel Duarte Ferreira. A Academia também teve um “Septimino de Saxofones” que atingiu mérito internacional por ser inédito.

O velho edifício está em ruínas por incúria e desleixo dos directores que se mantiveram “orgulhosamente sós” – como o outro…- ao longo de 20 anos e se “refugiaram” na “crise do cinema” para justificar as suas incapacidades de gestão, modernidade, resposta aos novos desafios.

A Câmara de Almada, atenta ao movimento associativo local doou à Academia, publicamente, um valor de 300 mil euros (60 mil contos) para restauro do velho edifício.

Aos sócios pareceu estranho que quando as contas da gestão foram apresentadas, referentes aos anos de 1994 e até 2006, nos balancetes não viessem referidos como entrados ou depositados os 300 mil euros.

Mas, maus na gestão mas hábeis “no diálogo” fizeram aprovar as contas na presença de “33 sócios escolhidos” (…?...) amigos simpáticos… mas ignorantes, ao aprovar sem ler, o exercício de 12 anos, já por si errado pois em cada ano deveria ser apresentado aos sócios o exercício, afixado na colectividade e não o foi.

E os 33 sócios até aplaudiram, e votaram a pedido de Fernando Mendes, presidente da Junta de Freguesia de Almada, um voto de louvor para o presidente, Osvaldo Azinheira, também assessor de Emília de Sousa, presidente da Câmara Municipal de Almada.

E foi este o “melodrama” ou a “tragicomédia” da tão querida – e pobre – Academia sacrificada e moribunda às mãos de quem a não soube gerir.

Mas divirta-se no dia 31, pelas 21h30. Vá ao teatro à Academia Almadense. Aplauda "O MEU RAPAZ É RAPARIGA".

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