Escândalo ou Privilégios de Vereador: Aconteceu na Câmara de Lisboa

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Escândalo ou Privilégios de Vereador: Aconteceu na Câmara de Lisboa

Mensagem por JornalExtra-Online em Seg 12 Maio 2008 - 14:53





Tem apenas 50 anos. Goza de plena saúde. É o número dois do PS na Câmara de Lisboa. Chama-se Vasco Franco. Nos "reinados" de Jorge Sampaio PR e socialista) e de João Soares, (presidente da CML e socialista), Vasco Franco são que nem um "pêro" e sem tempo de serviço suficiente reformou-se!

E como "uma desgraça" nunca vem só o pobre do homem, imagine-se, ficou com uma pensão de reforma de três mil e trinta e cinco euros, o que na moeda antiga corresponde a 608 contos, ou seja o que recebem por mês 20 trabalhadores rurais reformados!

Ora, Vasco Franco sentiu-se "muito infeliz" com a "descriminação. Os seus amigos PR's e camaradas PS's puderam permitir tal coisas... É que isto não se faz a um amigo...

- Ora Sampaio e Soares (João, entenda-se) empurraram-no para uma situação que... "emocionado" nem podia comentar. Por isso só disse – Pois: ele sabia que não se devem contrariar os presidentes. E como quem mande "PODE" Vasco Franco lá pensou resignado: "então tá bem! Venha de lá a ‘guita’".

Até porque os tais 608 contos que lhe couberam por reforma, aos 50 anos, "na flor da idade" pensou ele que achava que "ainda sou capaz de arranjar outro tachito por aí porque estou em boa forma..." era um valor bastante acima do que ganhava na Câmara como vereador.

"Fora" - pensava Vasco - "generosidade estatal e não devia contestar" e pensava, pensava... "fui aposentado na categoria de técnico superior de 1ª classe. Foi o que escreveram de mim no "Diário da República». Se calhar foi uma brincadeira de algum Primeiro de Abril, Dia das Mentiras. Com o Curso Geral do Comércio, afinal só equivalente ao actual 9º ano de escolaridade, eu não podia ser isso. Mas como é que eu ia ter coragem de contrariar o "Diário da República", não é !?...

E Vasco continuava a pensar: "Há ainda uma dúvida que me assalta e que é a contagem do meu tempo de serviço: Para evitar a ruptura da Segurança social estão a ponderar que os portugueses sejam reformados aos 68 anos. Então faltam-me 18! - Estarão eles a tramar-me sem eu dar por isso?

E do Perfil profissional de Vasco Franco

Entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972;
De 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva;
Três anos foram para o serviço militar;
Restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, 12 dos quais a tempo inteiro.


"Mas eu estou dentro da Lei, que me autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro. Nós temos muito desgaste. E tempo sem dormir. E responsabilidade... Foi a pensa nisso que eles me triplicaram o salário... E até foi depois de ter entregue o pedido de reforma".

E o tal tachito que Vasco aspirava, por estar na flor da idade e são que nem um pêro, concretizou-se: convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de quatro mil euros. E lá vinham mais a juntar aos 608 contos mais 800 contos por mês.

Não se trata de mera ficção mas de uma realidade chocante que testemunha bem a realidade do país de "compadrios" que afinal somos.

Que longe estão os princípios conquistados por Abril e a pureza da nossa Constituição à época a mais evoluída da Europa.

Esfumou-se no tempo o "para trabalho igual salário igual"...

Vasco Franco foi administrar a tal sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal. Gerem o sistema de saneamento da Costa do Estoril.

O convite partiu, à altura, do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, marido da secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa.

O contrato, iniciado em Abril, (não a 1, porque é verdade), vigora por um período de 18 meses.

"A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50 por cento - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma", disse ao EXPRESSO Vasco Franco.

Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado.

A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido um honroso defensor da Pátria, ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril.

De novo aqui assenta que nem luva "para igual trabalho salário igual" : então e os tantos e tantos homens estropiados, injustiçados, que também "defenderam a pátria" e recebem de indemnização por junto, para aí uns cinco euros e tal por mês!?...

Vasco Franco acumula a tudo isso um pequeno brinde de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro, carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.

Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos.

E assim vai Portugal!

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva que é economista, conhecerá esta cena? E sendo coerente, que pensará disto tudo!?...

Será que alguém lha pode enviar?

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