Maddie McCann e a "bruxa"

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Maddie McCann e a "bruxa"

Mensagem por JornalExtra-Online em Qui 29 Maio 2008 - 14:57




Passou um ano sobre caso de desaparecimento da criança inglesa
que foi sem duvida o mais badalado em todo o mundo.
No Algarve, num pacato lugar da Praia da Luz nunca mais houve sossego.
Do apartamento 5A, afinal com três acessos,
bem poderia ter sido retirada a criança, viva ou morta,
sem que se desse por isso.
Do depoimento daquele senhora que um jornal referiu
como tendo dito que ouviu na noite de 3 de Maio de 2007
“a Maddie soluçando chamou repetidas vezes pelo pai”,
nunca mais se falou.
A circunstância aponta para que os investigadores
desvalorizem esse testemunho ou,
supostamente, estarão a guardá-lo para melhor oportunidade.





No desenrolar de todo o processo há muitas contradições .
Ficaram pontas penduradas que ninguém agarrou.
Há peças que forçam a entrar no “puzzle” mas não encaixam…






Os principais culpados

A questão do jornalista inglês, de “nomeada” para “trabalhar” imagem e notícias do MacCan e a envolvencia deste com a “cena política inglesa”; a aproximação do pai McCann ao primeiro ministro britânico; as “conversas” do nosso primeiro e do primeiro deles a propósito da Maddie, na cimeira de Lisboa foi… tão a despropósito.




E por muito que se filtre a curiosidade, já a rondar a “bisbilhotice” das revistas “cor-de-rosa”, que se esforçam por criar outras “nuances” aquilo que já contaram, na falta de melhor, a verdade continua a escapar à percepção do cidadão comum.

Por muito que se esforcem os McCann são eles sem dúvida, os principais culpados por “abandonar” na noite de 3 de Maio, aos seus destinos, três crianças de tão pouca idade.

A história da igreja, do padre, das chaves que lhes confiou é, em si, também estranha, como estanha é a situação do carro, o tal carro alugado, onde teriam aparecido vestígios... de cadáver.

Os ingleses são, em boa parte, adeptos do ocultismo, de práticas espíritas, de adivinhações e de magias. Mesmo na corte. É sabido que ao castelo dos soberanos ia com alguma frequência uma “maga” portuguesa, - usemos a gíria e chamemos-lhe “bruxa”- para adivinhações, desmanchar “bruxedos” e fazer futurologia. Mesma a princesa Diana foi “avisada” da tragédia que pairava sobre ela e Dody.

Pois neste caso de Maggie também houve “adivinhação” de um “conceituado” “adivinho” que assegurou “fazer”… e “acontecer”… para depois ser silenciado pelos jornais e desaparecer como o fumo, sem deixar rasto.


A “bruxa” que não se identifica

Não é portuguesa, nem europeia, a mulher que falou sobre Maddie durante uma sessão espírita em Lisboa. Surpreendente a revelação que em privado fez e o aparato que a cena envolveu .

Três horas da tarde e a uma quarta feira pouco mais de meia dúzia de pessoas,
sentadas em cadeiras brancas de esplana, numa sala ampla, com odores de vela e incenso, aguardam espectantes a chegada da médium que se diz de incorporação e que promete receber informações de Maddie.

Em transe ou não transe, que nestas coisas nunca se sabe onde acaba a fantasia e começa a realidade, se a houver, uma mulher corpulenta, com vestes brancas de rendas e folhos, vasto turbante, também branco, a contrastar com o rosto cor de chocolate está pronta para o fim a que veio.

Os presentes contorcem-se nas cadeiras impelidos por emoção.

Alguns por medo.

As palavras, poucas, referiam: “foram eles. Houve sedativos; eles são médicos, sabem, mas erraram. Houve choro da menina. Muito choro. A mãe é maluca desde os bancos da escola. Revelem o diário dela e saberão. Tardou o alarme na noite de três de Maio porque estavam todos bêbados. Estão protegidos por politica poder e dinheiro e os ingleses abafam o caso. A Maddie sofre muito…

Entretanto nota-se agitação na sala. Um dos presentes revela-se. “ A menina incorporou” – alguém diz. As atenções mudam de rumo. A senhora do turbante boceja e “acorda” à presença da outra manifestação. Do adulto sai uma voz de criança que em inglês diz choramingando: “não, não quero; papá, papá” – Chora quase convulsivamente: “…eu quero voltar; mamã…papá…”

Para ser aparato foi extraordinariamente teatralizado. Para a assistência foi muito convincente.

Que mais poderá surgir desta estranho caso que até envolveu o Papa, ida a Roma e filmagem em directo do Vaticano.


E os jornais disseram

Dentro das poucas certezas que se podem ter, Manuel Borba está convencido de que Madeleine McCann, viva ou morta, não se encontra no concelho de Lagos.

Durante duas longas semanas, o presidente da Junta arregaçou as mangas e fez parte do grupo de centenas de pessoas – incluindo militares da GNR, bombeiros e populares - que bateu todo o terreno.

“Corremos isso tudo, vimos todos os buracos e lapas entre a Rocha Negra e o Burgau, e não encontrámos nada. Espreitei para dentro de uns 40 poços. Não vou dizer que é impossível o corpo ter sido escondido por aqui, mas não acredito nisso. “Aqui não está”, refere o autarca.

No dia seguinte ao desaparecimento de Maddie, enquanto Gonçalo Amaral, ex-coordenador da investigação, estava ocupado a ouvir as mais diversas testemunhas, entre as quais o casal Kate e Gerry McCann nas instalações da PJ de Portimão, o responsável pela Judiciária em Faro, Guilhermino Encarnação, fazia da Junta de Freguesia o quartel-general das forças no terreno. Era ali que, por fax chegavam cópias de depoimentos, com base nas quais eram definidos os locais a procurar.

Cinco meses depois, o 24horas conversou com um patrulheiro da GNR, que assegura ter-se tratado de um trabalho bem feito: “Toda a área foi batida por duas vezes, com troca de homens e de cães, não ficou nada para trás”.

“Se tivesse sido lançada para dentro de um poço tinha sido encontrada”, garante este operacional, igualmente convencido de que o corpo de Madeleine McCann repousa no fundo do mar:”Quem teve esperteza para fazer desaparecer do apartamento também tinha para a lançar ao mar. A terra remexida chama sempre a atenção”.

Sentado a uma mesa da pequena esplanada do Hugo Beaty, o bar irlandês que tem funcionado como base de trabalho para os jornalistas ingleses na Praia da Luz, um antigo frequentador do restaurante do Ocean Club garante que não seria “muito difícil “ alguém conseguir retirar dali uma criança, viva ou morta sem ninguém dar por isso.

“Com um pouco de sorte seria possível uma situação dessas pois existem vários acessos e a vigilância nunca foi muito apertada”, acrescenta a mesma fonte.

O apartamento 5-A, de onde Madeleine McCann desapareceu na noite de 3 de Maio, tem 3 acessos possíveis: o principal, pela entrada do empreendimento, uma porta traseira e um pequeno portão ao fundo de um lance de dez escadas, actualmente trancado com uma corrente. Todos eles se encontram a escassos metros da rua.

Nos dias imediatamente a seguir ao desaparecimento de Maddie, as entradas no empreendimento começaram a ser mais controladas. “Nunca incentivaram a presença no local de pessoas que não estivessem ali alojadas mas, agora, a entrada é impossível. Mesmo para beber um copo”, refere o antigo cliente.

O Ocean Club da Luz resultou de uma iniciativa de 3 britânicos residentes no Algarve. A licença de construção data de 1984. A inauguração da primeira fase das obras, onde se inclui o apartamento ocupado pelos McCann, ocorreu no final da década de 80. “Foi um projecto evolutivo que cresceu com base em várias operações urbanísticas tendo alcançado uma dimensão assinalável, com diversos bares, piscinas e alojamentos”, refere o presidente da Câmara Municipal de Lagos, Júlio Barroso.

A nível interno, segundo apurou o 24horas, existe uma clara divisão entre tarefas. Enquanto os trabalhadores portugueses, recrutados através de uma pessoa da confiança da administração, residente em Lagos, têm a seu cargo a limpeza e a área da restauração, os ingleses assumem as tarefas de gestão e os trabalhos mais especializados. As amas são todas de nacionalidade inglesa, embora algumas tenham residência no Algarve.


Turismo em Alta

O caso Madeleine não prejudicou a procura turística do concelho de Lagos. Muito pelo contrário. Em declarações ao 24horas, o presidente da autarquia local, Júlio Barroso, assegura que o número de turistas não diminuiu “nem sequer o de ingleses”, “poderá haver algum reflexo inconsciente nalgumas pessoas que optaram por não vir para aqui, mas não foi essa a regra. Tivemos mais turistas, sobretudo holandeses e espanhóis”, diz o autarca.


Maddie
Cronologia da tragédia


13h29 – Kate tira a última foto conhecida de Maddie. A menina surge sorridente, sentada na piscina do Ocean Club.
17h00 – O casal McCann foi buscar os filhos à creche do Ocean Club.
17h30 – Maddie e os irmãos Sean e Amelie, lancham no restaurante Paraíso na Praia da Luz, na companhia de outras quatro crianças. Maddie brinca com o pai, junto aos baloiços, e come um gelado.
18h15 – A família McCann e dois casais amigos deixam o restaurante.
19h30 – A esta hora Kate e Gerry garantem ter deitado as crianças.
20h00 – Como habitualmente, o grupo de ingleses, amigos dos McCann, começa a juntar-se no restaurante Tapas. Pedem aperitivos.
20h30 – Os McCann chegam ao Tapas.
21h00 – O jantar começa a ser servido.
21h05 – Gerry sai do restaurante para ir vigiar as crianças. No caminho encontra Jeremy Wilkins, também a passar ferias, com quem conversa alguns minutos. Regressa às 21h25.
21h30 – É a vez de Mattew Oldfield ir ver as crianças.
22h00 – Kate diz que foi ao apartamento e que a filha tinha desaparecido.
22h05 – Transtornada Kate regressa ao restaurante e alerta para o desaparecimento de Maddie.
22h40 – Um funcionário do restaurante telefona para a GNR a comunicar o sucedido.
23h00 – Funcionários do Ocean Club chegam ao apartamento e começam a procurar nas redondezas.
23h30 – Uma ama do serviço de baby-sitter vê um barco suspeito na praia da Luz, a bordo do qual um homem lança um volume ao mar.
23h40 – Gerry telefona ao irmão a comunicar-lhe a noticia do desaparecimento de Maddie. Desesperado, corre pelas ruas da vila a gritar o nome da filha.
02h00 – A PJ pede aos McCann para desocuparem o apartamento.


Corpo irreconhecível

Caso o corpo de Maddie tivesse sido lançado ao mar “é praticamente impossível” que venha a ser recuperado. É esta a convicção de um oficial da GNR que já por diversas vezes teve em mãos casos de corpos encontrados em rios e barragens. “No mar, o processo de decomposição é mais acelerado. Já passaram cinco meses e se alguém tivesse feito uma coisa dessas não tentaria salvaguardar o corpo mas, pelo contrário, teria como objectivo fazê-lo desaparecer o quanto antes” acrescenta o oficial.
Segundo a mesma fonte, nesta possibilidade, “já nem sequer deverá existir um corpo, que possamos reconhecer enquanto tal”.

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