A ForPoint, a Europacolon Portugal e o Grupo de Investigação do Cancro Digestivo apresentam um estudo inédito que indica que a prevalência de cancro colorectal em Portugal é de 0.97 por cento, ou seja, a doença atinge aproximadamente 80.540 portugueses

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A ForPoint, a Europacolon Portugal e o Grupo de Investigação do Cancro Digestivo apresentam um estudo inédito que indica que a prevalência de cancro colorectal em Portugal é de 0.97 por cento, ou seja, a doença atinge aproximadamente 80.540 portugueses

Mensagem por JornalExtra-Online em Qua 1 Out 2008 - 15:43

Cancro colorectal atinge 80.540 portugueses





A ForPoint, a Europacolon Portugal e o Grupo de Investigação do Cancro Digestivo apresentam um estudo inédito que indica que a prevalência de cancro colorectal em Portugal é de 0.97 por cento, ou seja, a doença atinge aproximadamente 80.540 portugueses. A investigação revela ainda que no ano passado surgiram cerca de 6.391 novos casos deste tipo de cancro.

De acordo com Vítor Neves, presidente da Europacolon, "estes novos dados representam uma evolução da doença em Portugal, nos últimos anos, e mostram a dimensão preocupante do cancro colorectal na população portuguesa e a necessidade imergente de canalizar um maior número de recursos humanos e financeiros no combate a esta doença. Estes números justificam também que é preciso apostar em campanhas de sensibilização e que é necessário a implementação de um rastreio nacional junto dos portugueses com mais de 50 anos".

Dos doentes identificados neste estudo como tendo cancro colorectal, 44 por cento eram do sexo masculino e tinham uma idade média de 62 anos.

Por outro lado, o diagnóstico deste cancro foi efectuado pelo clínico geral em 49 por cento dos casos, por um médico especialista em 31 por cento e na urgência hospitalar nos restantes 21 por cento. O estudo revela ainda que em 19 por cento dos casos, o diagnóstico foi efectuado num exame de rotina não específico para esta doença, sem qualquer tipo de sintomas.

A respeito destes dados, o presidente da Europacolon alerta "o que mais nos preocupa são os milhares de pessoas que nunca fizeram qualquer tipo de rastreio ou teste para detectar a presença do cancro colorectal".

Como primeiros sintomas os doentes identificaram o sangue nas fezes (62 por cento), o mal-estar geral (46 por cento), a diarreia (25 por cento), a obstipação (23 por cento) e a anorexia (17 por cento).

Margarida Damasceno, membro da direcção do Grupo de Investigação do Cancro Digestivo, refere que a valorização pelo doente dos primeiros sintomas são um factor primordial para a detecção atempada da doença que, juntamente com o exame físico e um conjunto de meios auxiliares de diagnóstico, poderá levar a um tratamento precoce, adequado ao cancro colorectal.

A esmagadora maioria dos doentes com cancro colorectal (90 por cento) realizaram, pelo menos, uma cirurgia e 71 por cento afirma que efectuou quimioterapia. Os doentes indicam também que são seguidos por um médico oncologista (72 por cento), sendo 97 por cento das consultas de oncologia realizadas no serviço público.

O cancro colorectal é o segundo cancro de maior incidência na Europa e o segundo de maior incidência e mortalidade em Portugal. A nível mundial estima-se que exista 1 novo caso a cada 30 segundos e 1 morte a cada minuto. Este estudo foi realizado pela ForPoint, Instituto de Formação e Inovação na Saúde, a uma amostra de 10.394 indivíduos, com 18 anos ou mais. A margem de erro é inferior a 0,1%.

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