Comentário do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, relativo à notícia Hospital Dona Estefânia: Gentil Martins alerta para riscos da integração, já criticada por 80 mil portugueses

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Comentário do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, relativo à notícia Hospital Dona Estefânia: Gentil Martins alerta para riscos da integração, já criticada por 80 mil portugueses

Mensagem por JornalExtra-Online em Sab 4 Out 2008 - 0:37


Esclarecimento do Centro Hospitalar de Lisboa Central




O Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE informa que:



O Hospital de Todos os Santos (HTS) pretende ser uma plataforma tecnológica e organizativa que, no seu tempo, será a mais avançada do país e uma das mais modernas da Europa.



Negar às nossas crianças a possibilidade de serem tratadas nesse ambiente técnico e científico é, isso sim, um acto de desumanidade, sobretudo se se invocarem para tal razões que já foram sobejamente desmontadas nas intervenções dos responsáveis do CHLC e pela própria Ministra da Saúde.



As crianças serão tratadas no HTS num ambiente pediátrico, ou melhor em vários ambientes de acordo com idades e necessidades (recém-nascidos e adolescentes, por exemplo), serão tratadas por Pediatras e Cirurgiões Pediatras ou profissionais médicos de outras áreas que têm uma grande especialização no tratamento das doenças dessa idade (Otorrinolaringologia, Oftalmologia, Medicina Física e Reabilitação, Neurocirurgia, Ortopedia, etc.)



A área pediátrica está prevista ficar concentrada num bloco próprio, englobando as áreas de internamento, consulta externa, hospital de dia e urgência. Haverá áreas dedicadas às técnicas pediátricas (endoscopia, broncoscopia, medicina física e reabilitação, exames audiológicos, entre outros)



A unidade de cuidados Intensivos pediátricos será polivalente e localizada no espaço da criança. Os queimados graves serão atendidos nessa área na fase de reanimação.

Os queimados que, passada essa fase, necessitem de apoio especial cirúrgico também terão o seu espaço próprio, e não estarão misturados com os adultos.



A medicina física e reabilitação terá profissionais dedicados especialmente às crianças, e que se ocuparão delas na área das crianças. Também aqui não haverá mistura com os adultos.



O modelo gestionário inovador proposto para o HTS, que se baseia em grandes áreas funcionais com autonomia administrativa e financeira, vai dotar a área Pediátrica de meios financeiros que, aliados à tecnologia e saberes disponíveis no hospital, permitirá avanços significativos na resolução de problemas muito complexos da patologia pediátrica, com redução dos tempos de internamento hospitalar e uma reconstituição mais rápida da vida familiar dessas crianças.



A questão que se põe é, no contexto financeiro e demográfico do nosso país, escolher entre um modelo que privilegia o imobilismo sem avanço técnico e outro que, sem sacrificar os aspectos específicos do atendimento à criança (profissionais treinados, espaços dedicados), permite dar melhor condições de tratamento e de investigação clínica.



Em nome do interesse da criança vamos sacrificar esta oportunidade?

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