INAUGURACIÓN DA PRAZA DO ZECA AFONSO...O imortal cantor de intervenção

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INAUGURACIÓN DA PRAZA DO ZECA AFONSO...O imortal cantor de intervenção

Mensagem por JornalExtra-Online em Seg 4 Maio 2009 - 20:03

O PRÓXIMO 10 DE MAIO, DOMINGO, ÁS 12 DA TARDE, INAUGÚRASE UNHA PRAZA DEDICADA AO NOSO AMIGO, O CANTOR PORTUGUÉS, JOSÉ AFONSO.

ESTÁ SITUADA NO BURGO DAS NACIÓNS, EN SANTIAGO DE COMPOSTELA. ASISTIRÁ O ALCALDE, JOSÉ SÁNCHEZ BUGALLO E ZÈLIA, A COMPAÑEIRA DO ZECA. ESTÁN CONVIDADOS TÓDOLOS AFONSIANOS QUE QUEIRAN ASISTIR.

E sobre Zeca Afonso...
O dr. José Afonso é uma das figuras mais emblemáticas da história de Abril de 74. Companheiro de "quem vier por bem" como ele nos seus poemas se referia, foi desde sempre o homem solidário de ombro amigo onde pode carpir mágoas o povo explorado pelo regime ditaturial de Salazra. Foi Salazar, imcomodado pela forte mensagem passada nos poemas que escreveu e cantou acompanhamdo-se à viola, quem um dia determinou que o dr. José Afonso brilhante professor do ensino liceal haveria de ficar impedido de lecionar. José Afonso regressa de Moçambique com Zélia e os filhos tranportando sobre os ombros o peso da revolta e na bagagem uma vontade indumável de denunciar as atrocidades que o regime e a União Nacional perpretavam ao povo português. Zeca Afonso foi como ele próprio também se considerou um andarilho das sete partidas do mundo. Um dia em Paris junto com outros intelectuais de esquerda escreveu a célebre "Grandola Vila Morena" cidade do Alentejo tão sofrido e magoado como ele o cantou. Zeca Afonso fez uma canção a Catarina Eufémia, ceifeira do Alentejo, que tombou grávida no campo, morta pelas balas da PIDE. Ela reivindicava um melhor Alentejo de paz e de pão a viver a fome, a miséria, o analfabetismo e a discriminação na praça das jornas. Era o Alentejo dos latifundiários Zeca Afonso também cantou quando refere "os vampiros que comem tudo e não deixam nada". Cantou os operários na sua canção: "Maio, maduro Maio quem te cantou..."
E voltando às memórias de Paris foi no jardim que com outros companheiros de "jornada" pisou o saibro negro de um chão revolto ruído gravado para a canção de Grandola Vila Morena que haveria de ser senha no dia da Liberdade, 25 de Abril de 74 quando o poder caiu na rua e a canção corria mundo imortalizando o dia, o poeta e o cantor.

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