França apoia muçulmanos

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França apoia muçulmanos

Mensagem por JornalExtra-Online em Seg 14 Abr 2008 - 14:43

Mais de quatro milhões e meio de iraquianos foram desenraizados pelas causas do conflito e dispersos em èxodo principalmente nos paises mais industrializados, visando como primeira opção os EUA.

Em França, o Presidente da República, Nicolas Sacrozy, filho de pai turco, aceitou receber 500 refugiados iraquianos cristãos. Ficará por apurar se o fará por solidariedade ou se para colher "dividendos" perante o eleitorado que não o elegeu e onde, naturalmente, se incluem etnias de outros credos com direito de voto em França aos quais Sarkozy não é bem visto pelo seu relevante sentir xenófobo.

Em França aumenta o pedido de asilo que é este anos maior do que em 2007. O acolhimento destes 500 cristão iraquianos foi em tempo, durante Março último, confirmado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, para quem os membros desta comunidade "estão mais ameaçados que os outros" no Iraque.

A perseguição ao povo cristão faz parte das profecias biblicas em cujo livro se pode entender porquê pois a origem da perseguição está lá revelada.

Neste caso dos iraquianos cristão o chefe da diplomacia francesa explicou que a França "não se recusa a receber muçulmanos" mas relevou que: "ninguém dá asilo aos cristãos".

Prosseguiu na oportunidde afirmando: "recebemos os 500 refugiados e depois veremos", indicou Kouchner, acrescentando que já existe uma comunidade caldeia (comunidade cristã iraquiana) em Paris.



França inaugura Consulado no Iraque



O plano para o acolhimento destes refugiados foi estudado durante meses por diversos Ministérios franceses, indicou o governante, que tem programa, embora uma viagem ao Iraque onde se inaugura um novo consulado em Basra, no Sul do país.
Tais situações acontecem neste Março de 2008, cinco anos depois da invasão norte-americana no Iraque - o Alto-Comissariado para os Refugiados das Nações Unidas (ACNUR) salientou que o êxodo dos iraquianos sustenta o fluxo de pedidos de asilo nos países industrializados.

Na agência da ONU, chefiada por António Guterres, ex-primeiro ministro de Portugal, as estatisticas preliminares dão a conhecer num relatório que "a tendência de diminuição dos pedidos de asilo constatada há cinco anos nos países industrializados inverteu-se em 2007, principalmente devido ao aumento do número de candidatos iraquianos ao asilo".
Segundo o mesmo relatório, o número de pedidos de asilo feitos a 43 países industrializados no ano passado aumentou 10 por cento, tendo atingido 338 mil pessoas, contra as mais de 306 mil em 2006.



Mais de 4 milhões desenraizados



O ACNUR realça que, pelo segundo ano consecutivo, o Iraque foi o primeiro país em quantidade de solicitantes, com mais de 10 por cento do total (45 mil pedidos).

"É preciso salientar, no entanto, que os solicitantes de asilo iraquianos nos países industrializados representam apenas um por cento dos cerca de 4,5 milhões de iraquianos desenraizados pelo conflito", afirma o documento.

De acordo com o ACNUR, os Estados Unidos continuam a ser a primeira opção dos requerentes de asilo de diversas nacionalidades, com um total de mais de 49 mil pedidos em 2007, que representam 15 por cento de um total de pedidos de asilo aos países industrializados, segundo a ONU.

Porém, o ACNUR salienta que "em comparação a sua população, os Estados Unidos receberam apenas um requerente de asilo por mil habitantes, enquanto esse número aumenta em média para 2,6 candidatos por mil habitantes nos países da União Europeia".

A Suécia é o segundo destino mais solicitado, com um aumento de 50 por cento dos pedidos de asilo (mais de 36 mil em 2007), principalmente "devido à chegada de vários candidatos iraquianos ao asilo".

Depois dos Estados Unidos e da Suécia, os principais países de destino dos candidatos ao asilo no ano passado foram a França (29 mil), Canadá (mais de 28mil) e o Reino Unido (mais de 27 mil).

A Grécia, Alemanha, Itália, Áustria e Bélgica também figuram na lista dos dez principais países que acolhem os refugiados.


Ag. Lusa / EXTRA

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